Nextel 7818-6375 id: 97*41394
Matriz: Rua Castelo de São Jorge, 8 - Castelo - BH – MG
(31) 3498-0780 / 8457-5172 Filial: Av. Bernardo Vasconcelos, 2060 - Palmares - BH – MG
(31) 3426-6262 / 8883-3839
IMVista
Minha seleÇÃo

0 imóveis

15/09/2011 :: Morador faz protesto criativo contra obra

Artigo - Boom imobiliário?

Sabe-se que a crise de 2008 nos Estados Unidos teve como origem o boom imobiliário. Existe a possibilidade de o Brasil estar vivendo essa mesma bolha nesse setor? Analisando calmamente o contexto americano e o brasileiro, verifica-se que a possibilidade de estar ocorrendo o mesmo problema aqui é remoto.

Inicialmente, cabe esclarecer algumas diferenças fundamentais que distanciam a economia dos dois países.

Lá, o crédito é concedido conforme o histórico de pagamento de quem pretende fazer empréstimo do banco. Aquele que é considerado um bom pagador consegue uma hipoteca imobiliária com taxa de juros mais baixa, denominada hipoteca prime. Por outro lado, quem não possui um crédito bom, com histórico de pagamento com alguns atrasos, ou com emprego não-formal, consegue uma hipoteca com juros mais altos, chamado de subprime.

Quando houve as negociações de securitização, que é quando vários papéis são negociados no mercado, houve, então, a inclusão dessas hipotecas subprime. O americano, que hipotecou seu imóvel nessas condições, ao analisar que o valor devido ao banco era superior ao valor real do seu imóvel, optou em devolvê-lo e se livrar da dívida. Com isso, a inadimplência decorrente dessas hipotecas acabou interferindo duramente na economia.

Outro ponto muito importante é que o mercado imobiliário daquele país representava, em 2009, 65,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Ora, uma crise que afeta mais da metade do PIB acaba interferindo em toda a economia e provoca sérias conseqüências. E como todas as economias estão interligadas, esse problema afetou muitos outros países ao redor do mundo.

Já no Brasil, o mercado imobiliário no ano passado (2010), mesmo depois de relatado o grande aquecimento no setor, representava 4,8% de todo o PIB. Ora, mesmo que houvesse qualquer problema no mercado imobiliário, isso afetaria menos de 5% do PIB, ou seja, menos de 10% de todo o estrago ocorrido nos Estados Unidos.

Além disso, não há atualmente no mercado brasileiro uma possível negociação de hipotecas imobiliárias. Pelo contrário, aqui o principal instituto em caso de empréstimo para a aquisição do imóvel é a alienação fiduciária que permite a retomada do imóvel através de notificação do devedor e leilão extrajudicial, o que agiliza e muito a retomada do imóvel em caso de não pagamento.

Vários profissionais da área acreditam que os imóveis tiveram um grande aumento de valor nos últimos anos, não em decorrência de qualquer bolha imobiliária, mas sim, de uma subvalorização decorrente de anos de instabilidade financeira. Com a implantação do Plano Real, houve a queda da inflação, conseqüentemente, a estabilidade na economia, a confiança dos investidores e a previsibilidade a longo prazo. Com isso houve uma retomada do crédito imobiliário que, até então, era vinculado ao salário recebido do devedor e poderia ter um saldo devedor final com valor próximo ao valor pago até o momento ou bem próximo do imóvel. Atualmente não. Com o crescimento bancário e a previsibilidade a longo prazo, as parcelas passaram a será fixas, e, na grande maioria das vezes, decrescentes.

Assim, a valorização do real nos últimos anos tem ocasionado uma mudança dos preços relativos: aumento do preço dos bens ditos não tradables (serviços em geral, aluguel, imóveis, isto é, bens não comercializáveis, que não sofrem concorrência dos importados) em relação aos tradables.

Portanto, em que pese a existência de um aumento acima da média do preço dos imóveis, não há perigo de uma bolha especulativa tal qual a estadunidense, tanto pela participação do setor no PIB brasileiro, menos de 5%, quanto pela maior solidez do sistema de crédito nacional.

* Advogada do escritório Fernando Quércia Advogados Associados

FABIANA SVENSON PETITO RIBEIRO *
 

Construção civil de Minas perde ritmo no segundo semestre

Conforme empresários, setor está em fase de acomodação.

RAFAEL TOMAZ

 



 

O segmento de construção civil cresceu 11,6% no ano passado frente a 2010

Apesar de continuar a registrar crescimento, a indústria da construção civil perdeu ritmo no segundo semestre. O setor passa por um momento de acomodação após forte expansão no ano passado. Além disso, o temor em relação ao cenário internacional também teria contribuído para o desempenho, conforme especialistas e empresários consultados pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO.

Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, está ocorrendo uma estabilização do mercado imobiliário, que contribuiu para reduzir a atividade nos últimos meses. "O setor cresceu em um ritmo muito forte no ano passado", diz, se referindo à alta de 11,6% em relação ao exercício anterior. Mesmo assim, ele acredita que o segmento deverá crescer 5% em 2011 na comparação com 2010.

Além disso, segundo ele, a segunda fase do "Minha casa, minha vida" ainda não começou. O programa federal de habitação é considerado como um dos principais fatores que impulsionaram o setor no ano passado.

Conforme o presidente da entidade, o cenário se estende por toda a indústria da construção, já que os investimentos em obras públicas também caíram no segundo semestre. Para Safady Simão, a retração se dá em função da preocupação do governo federal em relação à crise internacional, que provocou a redução dos aportes.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz Camargos, que também preside a Construtora Diniz Camargos, concorda e explica que a acomodação no mercado imobiliário é natural após o crescimento significativo dos últimos anos.

Já o coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Ítalo Richard Furletti, lembra que o mercado interno passa por um momento de ajustes em virtude do cenário internacional. " um momento de acomodação", afirma.

Por outro lado, o crédito imobiliário, outro fator preponderante para manter as vendas aquecidas, continua em alta. Furletti lembra que a modalidade representa apenas 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e estima-se que deverá alcançar 11% até 2014.


Sensível - O presidente da Habitare Construtora e Incorporadora Ltda, Sebastião Sidney Soares, registra uma pequena oscilação no segundo semestre. "O imóvel é muito sensível ao cenário econômico", diz. Apesar disso, ele afirma que o efeito foi psicológico em virtude das notícias de crise, mas as vendas deverão continuar a crescer. As projeções da Habitare são de incremento de 20% nos negócios no atual exercício na comparação com 2010.

Segundo Soares, o principal entrave registrado pela construtora é a burocracia na liberação de projetos por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O gargalo tem provocado a redução na oferta de imóveis em virtude da demora no lançamento dos empreendimentos.

O diretor financeiro da Prisbel Construtora, Luciano Muniz, também percebe perda de ritmo na segunda metade de 2011. "A crise, às vezes, gera dúvidas no comprador, se vale à pena ou não comprar o imóvel", explica. Além disso, segundo ele, o período de férias em julho também contribuiu para a retração. As projeções da empresa são de repetir os resultados do ano passado.

Já na Construtora Líder foi verificado incremento no segundo semestre, conforme o presidente, Carlos Carneiro Costa. Mas, segundo ele, entre os fatores está o maior número de lançamentos feitos pela empresa neste ano em relação a 2010, que foi considerado atípico. Em 2010, os lançamentos da Líder somaram R$ 16 milhões, enquanto que em 2011 eles já totalizaram R$ 156 milhões. "No ano passado, grandes projetos acabaram não sendo lançados", diz.

PDG Realty mantém previsões

A PDG Realty S/A mantém previsões positivas para o mercado da construção. A empresa, que registrou alta de 21% no lucro líqüido no primeiro semestre, ante o mesmo intervalo do ano passado, não registrou oscilações significativas na segunda metade deste exercício, conforme o diretor-executivo, Astério Vaz Safatle.

A projeção otimista, segundo ele, é fruto das boas perspectivas do ponto de vista da macroeconomia. "Os juros tendem a declinar e temos os investimentos para a Copa de 2014, além dos aportes em infraestrutra no país", diz. Estes fatores resultam na geração de emprego e renda que, por sua vez, são indicadores positivos para a construção civil

O diretor-executivo não informou o número de lançamentos previstos para Minas Gerais neste ano. Mas adiantou que 30 empreendimentos estão em fase de construção no Estado. Atualmente, a companhia conta com projetos na Capital, municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - como Contagem, Betim, Nova Lima e Santa Luzia - e Juiz de Fora (Zona da Mata).

De acordo com o último relatório financeiro da construtora, no primeiro semestre o lucro líqüido atingiu R$ 486,6 milhões, contra R$ 400,5 milhões nos seis primeiros meses do ano passado.

O valor geral de vendas (VGV) lançado no acumulado até junho atingiu R$ 3,812 bilhões, ante R$ 2,855 bilhões em 2010. O resultado representa crescimento de 33% no período. Já as vendas contratadas aumentaram 21% no primeiro semestre em relação ao mesmo intervalo do ano passado. A comercialização de imóveis passou de R$ 2,911 bilhões para R$ 3,528 bilhões no primeiro semestre.

A PDG se tornou a maior incorporadora das Américas, após a fusão com o grupo Agre (controladora da Asa Incorporadora), anunciada em maio do ano passado. A empresa atua na incorporação, construção e vendas de empreendimentos residenciais, comerciais e loteamentos. A PDG está presente em 105 cidades, com mais de 75 mil unidades entregues em 17 estados brasileiros, além do Distrito Federal e Argentina. Atua em todos os segmentos, do alto luxo ao econômico. (RT)
 

 

Morador faz protesto criativo contra obra

Ricardo Fraga Oliveira convida quem passa por avenida na Vila Mariana a manifestar-se contra futura construção de três torres em área de 10 mil m²

Marici Capitelli - O Estado de S.Paulo

Pedestres são convidados a subir em uma escada e a espiar por cima de um muro na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. No topo dos degraus, eles se deparam com um terreno de quase 10 mil m². Ali só há mato e terra, mas em breve o local vai receber três torres de apartamentos, cada unidade custando de R$ 2,5 milhões a R$ 5 milhões. E é isso que o protesto com a escada quer evitar.

 



 

Curiosidade. Pedestres são convidados a subir nos degraus e olhar área que, por enquanto, é mato e terra, mas vai se tornar empreendimento residencial

A manifestação, batizada de O Outro Lado do Muro - Intervenção Coletiva, começou em 7 de julho, com a autoria de um morador do bairro, o engenheiro agrônomo e advogado Ricardo Fraga Oliveira, de 47 anos. "Como esse muro está no imaginário das pessoas, já que está há tantos anos no bairro, quis que elas olhassem por cima dele." Depois de olhar a área, as pessoas escrevem ou desenham suas opiniões em um pequeno quadro e fotos dos desenhos são penduradas em um varal na frente do muro.

Oliveira planejava um protesto de um dia, mas agora ele acontece todos os sábados, das 9h30 às 16h30. Já foram feitas cerca de 250 imagens, que pedem uma cidade mais verde. Um deles questiona: "O que vai te salvar? A árvore ou o prédio?"

Contrapartida. As obras não começaram porque a Prefeitura está reavaliando um termo de conduta ambiental da Mofarrej Empreendimentos e Negócios Imobiliários, responsável pela construção dos prédios.

Alguns moradores defendem que o espaço deveria ser público - uma área para a terceira idade ou uma praça. "Um projeto que não tivesse tanto impacto na vizinhança", diz Flávio Carrança, de 59 anos, que vive no bairro há 23. O que todos reivindicam é uma contrapartida da construtora. "Se o empreendimento é inevitável, que tenha pelo menos uma parte de uso público", diz o músico Júlio Giudice Maluf, de 45 anos.

Em nota, a Mofarrej informou que o empreendimento "está regularmente aprovado, após minucioso estudo e exigências pelos órgãos públicos". "Todas as contrapartidas de tráfego, ambientais e urbanísticas foram solicitadas pela Prefeitura e todas serão devidamente cumpridas."

Construção civil de Minas perde ritmo no segundo semestre

Conforme empresários, setor está em fase de acomodação.

RAFAEL TOMAZ

 



 

O segmento de construção civil cresceu 11,6% no ano passado frente a 2010

Apesar de continuar a registrar crescimento, a indústria da construção civil perdeu ritmo no segundo semestre. O setor passa por um momento de acomodação após forte expansão no ano passado. Além disso, o temor em relação ao cenário internacional também teria contribuído para o desempenho, conforme especialistas e empresários consultados pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO.

Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, está ocorrendo uma estabilização do mercado imobiliário, que contribuiu para reduzir a atividade nos últimos meses. "O setor cresceu em um ritmo muito forte no ano passado", diz, se referindo à alta de 11,6% em relação ao exercício anterior. Mesmo assim, ele acredita que o segmento deverá crescer 5% em 2011 na comparação com 2010.

Além disso, segundo ele, a segunda fase do "Minha casa, minha vida" ainda não começou. O programa federal de habitação é considerado como um dos principais fatores que impulsionaram o setor no ano passado.

Conforme o presidente da entidade, o cenário se estende por toda a indústria da construção, já que os investimentos em obras públicas também caíram no segundo semestre. Para Safady Simão, a retração se dá em função da preocupação do governo federal em relação à crise internacional, que provocou a redução dos aportes.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz Camargos, que também preside a Construtora Diniz Camargos, concorda e explica que a acomodação no mercado imobiliário é natural após o crescimento significativo dos últimos anos.

Já o coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Ítalo Richard Furletti, lembra que o mercado interno passa por um momento de ajustes em virtude do cenário internacional. " um momento de acomodação", afirma.

Por outro lado, o crédito imobiliário, outro fator preponderante para manter as vendas aquecidas, continua em alta. Furletti lembra que a modalidade representa apenas 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e estima-se que deverá alcançar 11% até 2014.


Sensível - O presidente da Habitare Construtora e Incorporadora Ltda, Sebastião Sidney Soares, registra uma pequena oscilação no segundo semestre. "O imóvel é muito sensível ao cenário econômico", diz. Apesar disso, ele afirma que o efeito foi psicológico em virtude das notícias de crise, mas as vendas deverão continuar a crescer. As projeções da Habitare são de incremento de 20% nos negócios no atual exercício na comparação com 2010.

Segundo Soares, o principal entrave registrado pela construtora é a burocracia na liberação de projetos por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O gargalo tem provocado a redução na oferta de imóveis em virtude da demora no lançamento dos empreendimentos.

O diretor financeiro da Prisbel Construtora, Luciano Muniz, também percebe perda de ritmo na segunda metade de 2011. "A crise, às vezes, gera dúvidas no comprador, se vale à pena ou não comprar o imóvel", explica. Além disso, segundo ele, o período de férias em julho também contribuiu para a retração. As projeções da empresa são de repetir os resultados do ano passado.

Já na Construtora Líder foi verificado incremento no segundo semestre, conforme o presidente, Carlos Carneiro Costa. Mas, segundo ele, entre os fatores está o maior número de lançamentos feitos pela empresa neste ano em relação a 2010, que foi considerado atípico. Em 2010, os lançamentos da Líder somaram R$ 16 milhões, enquanto que em 2011 eles já totalizaram R$ 156 milhões. "No ano passado, grandes projetos acabaram não sendo lançados", diz.

PDG Realty mantém previsões

A PDG Realty S/A mantém previsões positivas para o mercado da construção. A empresa, que registrou alta de 21% no lucro líqüido no primeiro semestre, ante o mesmo intervalo do ano passado, não registrou oscilações significativas na segunda metade deste exercício, conforme o diretor-executivo, Astério Vaz Safatle.

A projeção otimista, segundo ele, é fruto das boas perspectivas do ponto de vista da macroeconomia. "Os juros tendem a declinar e temos os investimentos para a Copa de 2014, além dos aportes em infraestrutra no país", diz. Estes fatores resultam na geração de emprego e renda que, por sua vez, são indicadores positivos para a construção civil

O diretor-executivo não informou o número de lançamentos previstos para Minas Gerais neste ano. Mas adiantou que 30 empreendimentos estão em fase de construção no Estado. Atualmente, a companhia conta com projetos na Capital, municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - como Contagem, Betim, Nova Lima e Santa Luzia - e Juiz de Fora (Zona da Mata).

De acordo com o último relatório financeiro da construtora, no primeiro semestre o lucro líqüido atingiu R$ 486,6 milhões, contra R$ 400,5 milhões nos seis primeiros meses do ano passado.

O valor geral de vendas (VGV) lançado no acumulado até junho atingiu R$ 3,812 bilhões, ante R$ 2,855 bilhões em 2010. O resultado representa crescimento de 33% no período. Já as vendas contratadas aumentaram 21% no primeiro semestre em relação ao mesmo intervalo do ano passado. A comercialização de imóveis passou de R$ 2,911 bilhões para R$ 3,528 bilhões no primeiro semestre.

A PDG se tornou a maior incorporadora das Américas, após a fusão com o grupo Agre (controladora da Asa Incorporadora), anunciada em maio do ano passado. A empresa atua na incorporação, construção e vendas de empreendimentos residenciais, comerciais e loteamentos. A PDG está presente em 105 cidades, com mais de 75 mil unidades entregues em 17 estados brasileiros, além do Distrito Federal e Argentina. Atua em todos os segmentos, do alto luxo ao econômico. (RT)
 

Morador faz protesto criativo contra obra

Ricardo Fraga Oliveira convida quem passa por avenida na Vila Mariana a manifestar-se contra futura construção de três torres em área de 10 mil m²

Marici Capitelli - O Estado de S.Paulo

Pedestres são convidados a subir em uma escada e a espiar por cima de um muro na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. No topo dos degraus, eles se deparam com um terreno de quase 10 mil m². Ali só há mato e terra, mas em breve o local vai receber três torres de apartamentos, cada unidade custando de R$ 2,5 milhões a R$ 5 milhões. E é isso que o protesto com a escada quer evitar.

 



 

Curiosidade. Pedestres são convidados a subir nos degraus e olhar área que, por enquanto, é mato e terra, mas vai se tornar empreendimento residencial

A manifestação, batizada de O Outro Lado do Muro - Intervenção Coletiva, começou em 7 de julho, com a autoria de um morador do bairro, o engenheiro agrônomo e advogado Ricardo Fraga Oliveira, de 47 anos. "Como esse muro está no imaginário das pessoas, já que está há tantos anos no bairro, quis que elas olhassem por cima dele." Depois de olhar a área, as pessoas escrevem ou desenham suas opiniões em um pequeno quadro e fotos dos desenhos são penduradas em um varal na frente do muro.

Oliveira planejava um protesto de um dia, mas agora ele acontece todos os sábados, das 9h30 às 16h30. Já foram feitas cerca de 250 imagens, que pedem uma cidade mais verde. Um deles questiona: "O que vai te salvar? A árvore ou o prédio?"

Contrapartida. As obras não começaram porque a Prefeitura está reavaliando um termo de conduta ambiental da Mofarrej Empreendimentos e Negócios Imobiliários, responsável pela construção dos prédios.

Alguns moradores defendem que o espaço deveria ser público - uma área para a terceira idade ou uma praça. "Um projeto que não tivesse tanto impacto na vizinhança", diz Flávio Carrança, de 59 anos, que vive no bairro há 23. O que todos reivindicam é uma contrapartida da construtora. "Se o empreendimento é inevitável, que tenha pelo menos uma parte de uso público", diz o músico Júlio Giudice Maluf, de 45 anos.

Em nota, a Mofarrej informou que o empreendimento "está regularmente aprovado, após minucioso estudo e exigências pelos órgãos públicos". "Todas as contrapartidas de tráfego, ambientais e urbanísticas foram solicitadas pela Prefeitura e todas serão devidamente cumpridas."

 

 

 

Mega Imóveis na rede

Somos filiados a:

Matriz: Rua Castelo de São Jorge, 8 - Castelo - BH – MG - (31) 3498-0780 / 8457-5172 Filial: Av. Bernardo Vasconcelos, 2060 - Palmares - BH – MG - (31) 3426-6262 / 8883-3839 Nextel 7818-6375 id: 97*41394
© Copyright 2011 - Mega Imóveis. Todos os direitos reservados. Desenvolvimento de sites